Thursday, December 07, 2006
OLÁ, BOA NOITE.


Se você está aqui, suponho que esteja procurando uma cura para o que lhe aflige. O ócio dispensado na internet em sites com conteúdos estúpidos e esdrúxulos é o que causa esse mal-estar mental que vêm sentindo. Você se sente ludibriado. São tantas apresentações de power-point...tanto orkut...tanto messenger...Nós entendemos...
Pois bem.
Nós iremos lhe dar a PÍLULA. Avisamos antecipadamente que os efeitos são diversos. Tanto podemos curar sua dor, como podemos torna-la pior. Os efeitos colaterais só dependem de como você reagirá a prescrição.

Bem-vindo ao PÍLULA. Música, contra-cultura, política, anarquia, arte marginal, sublimação. Você encontrará de tudo e mais um pouco por aqui. O grafitti que você não sabe quem fez. Os contos que você não sabe quem escreveu. Os manifestos que alguém destilou mas ninguém ouviu. Nós seremos a doença para alguns e a cura para outros. Tanto faz. Fica a seu critério julgar. Um placebo virtual. Você não sabe o que está ingerindo, mas pode se surpreender com o efeito.

Quem vos fala é Rodrigo Vendetta. Cuidarei da parte musical dessa farmácia lisérgica.


Quem nunca ouviu a banda que deu início ao "quebra-quebra" de instrumentos, quartos de hotéis, camarins e similares THE WHO, nunca ouviu música. Aproveitando a vinda deles ao Brasil ano que vêm, trago à vocês a resenha do melhor(?) trabalho já produzido por Pete Townshend, Roger Daltrey, John Entwistle e Keith Moon, o álbum conceitual/ópera rock/musical/filme TOMMY.

-Os "lindos" garotos do The Who


O Tema


A Ópera Rock narra a biografia fictícia de Tommy Walker.
O pai de Tommy foi considerado perdido em batalha durante a Primeira Guerra Mundial, mas retorna inesperadamente em 1921 e mata o amante de sua esposa enquanto Tommy, então com sete anos de idade, presencia tudo através de um espelho. Seus pais o forçam a acreditar que ele não viu, ouviu e não irá falar nada a ninguém, e Tommy se torna surdo, cego e mudo como consequência. Ele tem uma visão de um estranho vestido de dourado, com uma longa barba, provavelmente uma figura paternal, e a visão o leva a uma jornada espiritual. Durante o resto de sua infância ele sofre abusos por parte de vários familiares, principalmente de seu cruel primo, Kevin,interpretando suas sensações físicas como música. Certo natal ele ganha uma máquina de pinball, logo tornando-se mestre no jogo, com um séquito de fãs.

O Albúm


Musicalmente o álbum original é uma série complexa de arranjos pop-rock, geralmente baseados no violão de Townshend e construído com inúmeras adições pelos quatro integrantes da banda usando vários instrumentos, como baixo, guitarra, piano, órgão, bateria, gongo, trompete, harmonias e solos vocais. Apesar de sua riqueza instrumental, o som tende a ser bastante “duro”, especialmente se comparado aos trabalhos anteriores do grupo. Muitos dos instrumentos só aparecem de vez em quando – a instrumental de dez minutos “Underture” apresenta só um pequeno trecho de trompete – e quando regravados por cima dos outros muitos instrumentos foram mixados em níveis mais baixos, que requerem uma atenção cuidadosa para se perceber. Townshend mistura sua técnica no violão com seus acordes poderosos e cheios na guitarra, em momentos mais delicados soando quase como uma harpa. A bateria de Moon é controlada, com alguns momentos dramáticos; o baixo de Entwistle providencia suporte e efetivamente toma a liderança dos instrumentos vários vezes. Daltrey jacta-se no papel de vocalista principal, mas divide a função com os outros em um número surpreendente de faixas. O interesse posterior de Townshend pelo sintetizador pode ser antecipado aqui pelo seu uso de fitas tocadas ao contrário para criar efeitos sonoros em “Amazing Journey”.
As faixas “Pinball Wizard”, “I’m Free” e “See Me Feel Me/Listening To You” foram lançadas como compactos, ganhando um espaço considerável nas rádios. “Pinball Wizard” alcançou o Top 20 nos E.U.A e o Top 5 no Reino Unido. Em 1998, "Tommy" foi incluído no Hall da Fama do Grammy.
O tema do abuso infantil, que aparece tão proeminentemente durante a história, causou bastante polêmica quando o álbum foi lançado.
Um ano antes do álbum ser lançado, Pete Townshend explicou suas idéias e aparentemente criou algumas sobre a estrutura da ópera durante uma famosa entrevista para a revista Rolling Stone. John Entwistle diria tempos depois que na verdade nunca parou para ouvir o disco, tão enjoado ficou do trabalho depois de intermináveis gravações e regravações das músicas.

As Mídias

"Tommy" ressurgiria posteriormente através de outras mídias. Em 1972 a Orquestra Sinfônica de Londres lançou sua versão do álbum, com o papel de cada personagem cantado por integrantes do Who e outros astros pop da época, como Steve Winwood, Rod Stewart e Ringo Starr. Pete Townshend também participou, dando algumas dedadas em sua guitarra, mas no geral a música foi inteiramente orquestral.

Em 1993, Townshend e o diretor Des MacAnuff escreveram e produziram uma versão em musical da Broadway de "Tommy". Apresentando várias músicas inéditas de Townshend e um elenco estelar, a produção ganhou um Tony Award no mesmo ano, e várias edições posteriores inspiradas neste musical alcançaram grande sucesso de público. Inlcusive, se eu não me engano esse ano Tommy teve uma apresentação especial no Teatro Municipal, interpretado principalmente por André Mathos, do Shaman. O espetáculo foi gratuito e eu não pude ir (AAAGH).

O Filme

Em 1975 o cineasta Ken Russell lançou sua versão, no mínimo corajosa, da história de Tommy. Trazia o The Who ( Roger Daltrey interpretando um impagável Tommy já adulto, Keith Moon era o tio do próprio, e Pete Townshend e John Entwistle interpretavam a si mesmos), e um elenco eclético, que incluía entre outros Elton John, Oliver Reed, Tina Turner, Eric Clapton e Jack Nicholson (se não me engano o segundo ou terceiro filme "grande" de Nicholson, que antes filmou algumas pérolas para o terror B, como A Pequena Loja dos Horrores. Depois de Tommy, Jack viria a filmar o filme que o caracterizou como o "Madman" do cinema: Um Estranho no Ninho); o filme ganhou um status de “cult” por suas cenas retratando o músico Arthur Brown como um pastor no culto de Tommy, a atriz Ann-Margret afundando em uma sala cheia de feijão e a brilhante sátira à música pop apresentada na sequência de “Sally Simpson”.

Jack Nicholson em Tommy (ele tinha cabelo???)

A história foi vagamente alterada em relação ao albúm: no filme, não é o pai de Tommy que mata o amante da mulher, e sim o contrário.A composição de novas músicas, como "Prologue 1945", "Bernie's Holiday Camp", "Champagne", "Mother and Son" e "T.V. Studio", que não constavam no álbum original.
Outras canções, como "Pinball Wizard", "Christmas" e "Amazing Journey" tiveram seus versos alterados.

Roger Daltrey como Tommy

Conclusão?

"TOMMY" é um trabalho imperdível em qualquer mídia. Ao explorar um tema polêmico, esses hooligans da música dos anos 60 trouxeram à luz uma obra única, que emociona o ouvinte ou o espectador. Claro que há outros albúns excelentes do The Who (dentre os quais recomendo Quadrophenia e Who's Next?), mas Tommy é de longe meu predileto...e espero que venha a ser o de vocês. Abaixo seguem os links de download do albúm original e do filme (arquivo de torrent). Essa foi minha primeira publicação no Pílula. Xinguem, Zombem, Elogiem.

Clique na imagem para fazer o download.

The Who - Tommy(1969)

The Who - Tommy

Overture
It's a Boy
1921
Amazing Journey
Sparks
Eyesight to The Blind(The Haw)
Christmas
Cousin Kevin
Underture
Do You Think It's Allright
Fiddle About
Pinball Wizard
There's a Doctor
Go to The Mirror!
Tommy Can You Hear Me
Smash The Mirror
Sensation
Miracle Cure
Sally Simpson
I'm Free
Welcome
Tommy's Holiday Camp
We're not Gonna Take It


Tommy (1975)

The Who - Tommy

Direção: Ken Russell

Roteiro:Pete Townshend/Ken Russell

Elenco:

Oliver Reed - Frank Hobbs

Ann-Margret - Nora Walker Hobbs

Roger Daltrey - Tommy Walker

Elton John - The Pinball Wizard

Eric Clapton - The Preacher

John Entwistle - Ele mesmo

Keith Moon - Uncle Ernie

Jack Nicholson - The Specialist

Robert Powell - Captain Walker

Pete Townshend - Ele mesmo

Tina Turner - The Acid Queen

Victoria Russel - Sally Simpson

Mary Holland - Mrs. Simpson

Gary Rich - Rock Musician

Escrito por Vendetta as 2:45 PM | 0 Comentários

Wednesday, November 22, 2006
O PÍLULA NÃO É UM CURADOR
O Pílula nao é um curador, não faz o papel do cura, é o papel da AÇÃO, sim aquele velho verbo deveras conjugado e pouco praticado. Comum ouvir rapazes e raparigas dizendo da dita, maldita falta de opção, eis o Pílula mostrando uma opção. As palavras estouradas do liquidificador são a ponte entre a mesmice e o agir....

Escreves?
Pintas?
Pichas?
Fotografas ?
Cantas ?
Danças ?
Modelas?
Filmas?
Desenhas?
Reciclas?
Observas?

Enfim
Pinte, borde, tome a pílula e vomite suas reclamações, seus anseios.
Faça
Aja, Tome o Pílula.
Muito dadaísta isso? Pretensioso ou seria pseudointelectual?
Respondam e mandem seus trabalhos, estamos abertos, mandem para nós, seramos a ponte.
Escrito por Nina as 8:08 AM | 1 Comentários



UM TEXTO SUJO AS 2 E TRALALÁ


Em frente ao computador, pensamos algumas vezes como abrir aos outros o que nós pensamos ser o projeto Pílula... nesse instante percebemos que o Pílula nao é nosso, nao é da Nina, da Tatá, do Vendetta, do Noise, do Moldador, do Hermes. Ele é MAIS. É uma coceirinha, uma dor, um anseio, uma expectativa, um tiro, um enfarte, um vômito, ele é aquela velha demagogia, hipocrisia, utopia, sabe?
Como condutores, nós o jogamos no liquidificador e dele estourou idéias, culminando em algumas palavrinhas interessantes:

Cultura
Arte
Sociedade
Cotidiano
Caos
Marginalidade

O Pílula é uma escolha
que todos podem fazer. O que toma quando os sintomas acima aparecem? Quando a veia rompe?

??????????????????????????????Tome o Pílula!
Escrito por Nina as 7:44 AM | 0 Comentários

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